quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Pelos jornais, contra a desinformação

Imagem criada com apoio da inteligência artificial Microsoft Copilot
Foi um privilégio escrever neste jornal. Tive a oportunidade de partilhar reflexões sobre a atualidade ao longo de oito anos, com maior incidência nos temas da religião católica.

Cada novo ano impõe o discernimento do caminho feito, a necessidade de introduzir reestruturações e o acolhimento de novos projetos. A imprensa não é imune a estas decisões. Sobretudo em tempos em que diminuem os leitores com a migração para as redes sociais: estas parecem corresponder melhor ao que as pessoas procuram, porque lhes dão o que querem ver e ouvir, sem controlo editorial ou deontológico.

Dissemina-se a ideia que agora se está mais informado. Tem-se acesso gratuito a mais informação, ainda que, como se vai verificando, muita dela seja completamente falsa. Mas são falsidades em que muitos querem acreditar. E autoconvencem-se até que são verdades sonegadas pelos média tradicionais. Estes, sim, sujeitos a critérios de relevância, objetividade e controlo deontológico, abstêm-se de publicar tudo, ao contrário do que acontece na generalidade da Internet.

Impõe-se, por isso, resistir à tentação de deixar-se informar apenas pelas redes sociais, pois corre-se o risco de acabar formatado e deformado pelos que as controlam e pela programação dos algoritmos que as regem. Hoje, é um ato de resistência comprar, assinar e ler jornais e revistas, para que eles possam subsistir e continuar a transmitir uma informação isenta, verdadeira, rigorosa, equilibrada, clara e socialmente responsável. Isenta de condicionamentos políticos, económicos ou religiosos, ou seja: livre.

Respeitando os critérios do JN, deixarei de escrever semanalmente, mas continuarei a partilhar esporadicamente com os leitores as minhas reflexões sobre acontecimentos relevantes, sobretudo relacionados com a vida da Igreja Católica.

Até breve!


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